07 de maio de 2026

Quanto custa um mapa interativo de evento? Guia de preços e variáveis

Entenda quanto custa um mapa interativo de evento no Brasil, os 7 fatores que mais influenciam o preço, modelos de cobrança e como pedir um orçamento certo.

Por Hugo Souza CEO e fundador

"Quanto custa?" é a pergunta mais comum de quem está avaliando trocar o mapa impresso por uma versão digital interativa. E é também a pergunta mais difícil de responder com um número único.

Se você procurar nos sites das principais plataformas brasileiras, vai notar um padrão: nenhuma publica tabela de preços. Não é manobra de vendas — é reflexo de um mercado onde cada projeto tem realidade própria. Uma feira de 3 dias com 80 estandes em um pavilhão único custa muito menos que um shopping com 200 lojas em três pisos com integrações personalizadas.

Neste guia, explico os 7 fatores que mais pesam no preço, os modelos de cobrança comuns no mercado, comparações úteis com soluções alternativas e como pedir um orçamento que evite surpresa depois.

Por que não existe tabela de preço fixa

Plataformas de mapa interativo cobram por projeto porque os projetos são genuinamente diferentes. Quatro variáveis básicas mudam o esforço de implementação por uma ordem de magnitude:

  • Tamanho do espaço — uma feira de 1.000 m² é uma realidade; um pavilhão de 30.000 m² é outra
  • Quantidade de pontos — 50 estandes ou 500 estandes muda o trabalho de marcação
  • Complexidade espacial — um piso ou seis pisos com elevadores e rampas
  • Duração e recorrência — evento de 3 dias ou shopping com operação contínua

Tabela de preço fixa nessa configuração ou trata todo mundo igual (cobrando demais dos pequenos e de menos dos grandes), ou cria 30 SKUs que confundem mais do que ajudam. Por isso o padrão de mercado é orçamento sob medida.

7 fatores que mais influenciam o preço

1. Metragem do espaço mapeado

O fator mais óbvio. Mais metros quadrados significam mais tempo de modelagem, mais pontos, mais carga de processamento. Plataformas costumam ter faixas de metragem (até X mil m², de X a Y mil m², acima de Y mil m²).

2. Número de pontos de interesse

Cada estande, loja, sala, banheiro, fraldário, escada rolante e ponto de F&B é um item a ser marcado, configurado, descrito e vinculado à busca. 80 pontos são bem diferentes de 800 pontos.

3. Número de pavimentos ou ambientes

Um pavilhão único é mais simples. Múltiplos pisos, áreas externas, anexos e estacionamentos coberto multiplicam o trabalho — não só de marcação, mas de configurar transições, rotas entre pisos e busca cross-pavilhão.

4. Duração do evento ou contrato

Evento pontual (uma feira de 5 dias) é diferente de operação contínua (shopping, hospital, universidade). Plataformas que cobram por evento aplicam um valor; plataformas com modelo de assinatura cobram mensalidade. ExpoMap, por exemplo, opera no modelo por projeto.

5. Funcionalidades extras

Itens que costumam aparecer como add-on ou nível superior:

  • Multi-idioma (especialmente português + inglês + espanhol)
  • Integração via API com sistemas de credenciamento, CRM ou app do evento
  • Roteamento com acessibilidade configurada (rotas evitando escadas)
  • Analytics avançado (mapas de calor, jornadas, exportação de dados brutos)
  • White-label completo com domínio próprio
  • Suporte a totens dedicados

6. Nível de implementação e suporte

Há um espectro:

  • Auto-serviço — você recebe acesso à plataforma e configura sozinho
  • Implementação assistida — equipe da plataforma ajuda na configuração inicial
  • Implementação gerenciada — equipe da plataforma faz tudo (você só envia a planta e revisa)

Quanto mais mão na massa do fornecedor, maior o investimento — e menor o trabalho seu.

7. Modelo de contratação

Os principais modelos no mercado:

  • Por evento/projeto — pagamento único pela duração do evento, sem renovação automática (modelo do ExpoMap)
  • Assinatura mensal ou anual — comum em shoppings, espaços com operação contínua
  • Híbrido — pacote-base anual + cobrança extra por evento sazonal
  • Pay-per-use — cobrança por número de visualizações ou usuários ativos (raro no Brasil)

Para evento pontual, o modelo por projeto costuma ser mais econômico. Para operação contínua, assinatura tende a fazer sentido.

Para colocar em perspectiva: o que o mapa interativo substitui (e quanto isso custa)

Uma forma útil de avaliar o investimento é comparar com o que ele substitui:

Mapa impresso de feira média

Para uma feira de porte médio (3-5 dias, 100+ estandes), o mapa impresso envolve:

  • Design profissional da planta diagramada
  • Impressão de panfletos e banners
  • Reimpressões a cada mudança de expositor (comum)
  • Distribuição em totens, balcão de credenciamento, kit do visitante

O custo total varia bastante, mas raramente sai por menos de alguns milhares de reais por edição — e o investimento se perde inteiro a cada nova edição. Mapa interativo, ao contrário, costuma reaproveitar parte do trabalho da edição anterior.

Aplicativo nativo do evento

Desenvolvimento de app nativo iOS + Android para um evento custa, no Brasil, dezenas a centenas de milhares de reais, com manutenção anual de 15% a 25% desse valor. Para evento pontual, o ROI quase nunca fecha. Mapa interativo via QR Code resolve a maior parte dos casos de uso por uma fração disso, sem barreira de instalação para o visitante.

Equipe ampliada de balcão de informações

Para um evento de 3 dias com fluxo significativo, a equipe de orientação precisa de várias pessoas em turnos, treinamento, uniforme. O custo varia conforme o porte, mas frequentemente alcança a mesma faixa de um mapa interativo médio — com a diferença de que o investimento não deixa nada para a próxima edição (nem dados, nem ativo digital).

A comparação não significa que mapa interativo substitua tudo isso (continua sendo bom ter algum atendimento humano, e a sinalização física segue importante). Significa que o investimento entra em uma faixa que costuma ser competitiva ou inferior ao que organizadores já gastam com soluções tradicionais.

Como pedir um orçamento que evita surpresa

Para receber uma proposta confiável, tenha à mão:

  1. Planta baixa do espaço em PDF, DWG, SVG ou imagem, com metragem total
  2. Estimativa de pontos a mapear (estandes, lojas, salas, facilidades) — número aproximado já basta
  3. Número de pavimentos ou áreas distintas
  4. Duração do evento ou tipo de operação (pontual de X dias, contínua, sazonal)
  5. Funcionalidades desejadas (multi-idioma, integração com sistema X, analytics avançado)
  6. Quantidade estimada de visitantes (ajuda a dimensionar infraestrutura)
  7. Data prevista de publicação (afeta prazo de implementação)

Perguntas para fazer ao fornecedor:

  • O que está incluso e o que é cobrado à parte?
  • Qual o prazo de implementação típico para projetos do meu porte?
  • Há limite de atualizações durante o evento?
  • Quem faz a marcação dos pontos: minha equipe ou a sua?
  • Os dados de analytics ficam comigo após o evento?
  • Há custo extra para suporte durante o evento?
  • O que acontece se o evento for adiado ou cancelado?

Essas perguntas separam o fornecedor preparado do improvisado.

Resumo: faixa de investimento por porte do projeto

Sem comprometer com valores específicos (cada projeto é cotado individualmente), em termos qualitativos:

  • Eventos pequenos e simples (feira de 1-2 dias, 30-50 pontos, pavilhão único, sem integrações): investimento na faixa de uma boa campanha de mídia paga local
  • Eventos médios (3-5 dias, 100-200 pontos, possíveis múltiplos pisos, alguma personalização): investimento comparável ao que se gasta com um bom estande próprio em outra feira
  • Eventos grandes ou operação contínua (feiras enterprise, shoppings, centros de convenções): investimento dimensionado para projetos estratégicos com retorno em múltiplos canais (operação, marketing, comercial)

A maneira mais segura de saber a faixa exata é pedir um orçamento com os dados acima.

ExpoMap: orçamento sob medida em poucos dias

O ExpoMap trabalha no modelo por evento ou projeto, sem assinatura recorrente nem cobrança automática. Você contrata para o seu evento específico, com prazo, metragem e número de pontos definidos no momento da contratação.

A proposta sai a partir do envio das informações do projeto. Para eventos com planta razoavelmente definida, o orçamento costuma chegar em 1 a 3 dias úteis, e a implementação típica acontece em 7 dias depois do aceite.

Sem hardware, sem app para o visitante baixar, sem cobrança escondida.

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